31 mars 2013

o que vi nestes últimos cinco dias

     das imagens mais bonitas que vi.

     um casal japonês acabado de se casar. em frente à catedral de são paulo.

18 mars 2013

desculpem-me a ausência

não sei se há uma idade em que a nossa cabeça começa a fazer-nos bem. uma idade em que começa a esconder as feridas dos nossos próprios olhos e a encaminhar-nos para o melhor, para o calmo domínio da felicidade. ou se pelo menos existe uma idade em que nos oculte o desespero que vive em nós; o desalento, a melancolia camuflada que habita nas coisas bonitas. espero seriamente que seja possível viver-se com uma cabeça assim. espero que a melancolia deixe de ser tão profunda. dentro de mim. espero que as noites me tragam apenas o sono. espero sobretudo que o meu peito se encha de amor. ou pelo menos sem a agonia que se instalou. espero tanta coisa que não vai acontecer, no mais fundo de mim.

1 mars 2013

elegia a mim

morrem flores nos meus olhos, de tão ácidos que são.
eu vejo o que quero ver ou o que a acidez me permite.
e assim, crescem ervas daninhas na minha cabeça;
nuvens nos meus olhos.

respiro ar contaminado.
vou definhando como quem dorme e não dá por isso,
mas eu estou acordada.

não enfrento as noites.
não sei como vou viver uma vida inteira. comigo.
mas não há grande retorno.
e se o houvesse, não o queria.

não há rosas para mim.
ninguém as dá à terra,
porque é a terra quem tem de as dar;
tem de as deixar crescer.

ainda que venenosas.
ainda que murchas.